A Mostra

21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema

Com uma programação de nove filmes, sendo sete inéditos, a 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, criada pelo Instituto da Cultura Árabe e realizada em parceria com o Sesc São Paulo – Serviço Social do Comércio, estará em cartaz no CineSesc de 2 a 8 de setembro, apresentando ao público brasileiro histórias, cenários e a conjuntura do mundo árabe, em sua diversidade social, política e cultural.

A Mostra deste ano se realiza em um contexto de grandes mudanças nos diversos países árabes e busca apresentar o mundo árabe em toda a sua complexidade. “São identidades e uma cultura multifacetada, muito viva e em constante transformação”, comenta Soraya Smaili, idealizadora da Mostra. “Salientamos também a maturidade trazida de uma programação que completa 21 anos e que se alinha às comemorações dos 80 anos do SESC-SP, parceiro e realizador desde a primeira exibição, em 2005”, completa.

As produções revelam uma cinematografia atravessada por Memória, território, família, deslocamento e transformação, com filmes do Marrocos, Sudão, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque e Líbano, entre outros países coprodutores. “A programação parte das imagens que os próprios cineastas árabes produzem de suas sociedades. Mais do que oferecer uma representação única da região, interessa-nos revelar uma pluralidade de olhares sobre sociedades vivas, complexas e em permanente transformação”, ressalta o curador Arthur Jafet.

O filme de abertura, “Calle Málaga”, de Maryam Touzani, é protagonizado por Carmen Maura, estrela do cinema espanhol. Ambientado em Tânger, acompanha uma espanhola de 79 anos determinada a permanecer na cidade onde construiu sua vida quando a filha decide vender seu apartamento. Entre casa, objetos, Memória, desejo e pertencimento, Touzani constrói uma história em que identidade e território deixam de obedecer simplesmente às fronteiras dos mapas. “’Calle Málaga’ é representativo e simbólico, além de ter ganho diversos prêmios em festivais internacionais, por isso escolhemos como filme de estreia”, salienta Soraya Smaili.

Mais do que organizar os filmes por nacionalidades, nesta edição o ICArabe procurou aproximar obras que se cruzam em seis linhas de força: território, arquivo e imagem recuperada; cotidiano e presença; herança, família e transmissão; humor, crítica social e ironia; juventude, mobilidade e pertencimento; e reconstrução simbólica e legado cultural. “Em suas diferentes linguagens, esses filmes recusam a ideia de sociedades paradas entre tradição e modernidade. O que vemos são pessoas continuamente reelaborando aquilo que receberam do passado — a Memória, a família, a terra, a própria ideia de pertencimento — enquanto procuram imaginar outras formas de futuro. É justamente dessa multiplicidade que emerge o mundo árabe que a Mostra procura revelar”, frisa Arthur Jafet.

A 21ª Mostra Mundo Árabe de Cinema tem patrocínio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e da Casa Árabe, e copatrocínio da Nasser Advogados, além do apoio cultural do Instituto do Sono e da Unifesp|Cátedra Edward Said de Estudos da Contemporaneidade|, Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Unifesp.

“São identidades e uma cultura multifacetada, muito viva e em constante transformação.”
— Soraya Smaili, idealizadora da Mostra
“A programação parte das imagens que os próprios cineastas árabes produzem de suas sociedades. Mais do que oferecer uma representação única da região, interessa-nos revelar uma pluralidade de olhares sobre sociedades vivas, complexas e em permanente transformação.”
— Arthur Jafet, curador

Imagens

Cenas da 21ª Mostra

Cena do filme Calle Málaga, de Maryam Touzani
Calle Málaga · Maryam Touzani
Cena do filme Cotton Queen, de Suzannah Mirghani
Cotton Queen · Suzannah Mirghani
Cena do filme Hijra, de Shahad Ameen
Hijra · Shahad Ameen
Cena do filme Irkalla: O Sonho de Gilgamesh, de Mohamed Jabarah Al-Daradji
Irkalla: O Sonho de Gilgamesh · Mohamed Jabarah Al-Daradji
Cena do filme Life After Siham, de Namir Abdel Messeeh
Life After Siham · Namir Abdel Messeeh
Cena do filme My Father's Scent, de Mohamed Siam
My Father's Scent · Mohamed Siam

Edição 2026

Linhas de força

  1. 01

    Território

  2. 02

    Arquivo e imagem recuperada

  3. 03

    Cotidiano e presença

  4. 04

    Herança, família e transmissão

  5. 05

    Humor, crítica social e ironia

  6. 06

    Juventude, mobilidade e pertencimento

  7. 07

    Reconstrução simbólica e legado cultural